Carnaval de marchinhas... e das boas!

13/02/2010 | 20H21 | Lia Machado Alvim em Coluna da Lia


Mauricio Pereira (de amarelo) comanda mais uma vez a jardineira e seu Turbilhão de Ritmos, agora no clima "alalaô". Leandro Cagiano


Artista: Mauricio Pereira
Álbum: Carnaval Turbilhão
Produção: Mauricio Pereira e Luiz Waack
Gravadora: Lua Music


Nem todos que conhecem os trabalhos de Mauricio Pereira em disco sabem que além de cantor e compositor ele é saxofonista. Mas é só cavocar um pouco o início da carreira de Mauricio para encontrar sua parceria com André Abujamra na dupla Os Mulheres Negras, também chamada por eles de "a menor big band do mundo".

Ali Mauricio cantava e tocava sax, e André, também no vocal, se ocupava da guitarra e dos teclados. A dupla lançou dois discos: Música e ciência, em 1988, e, em 1990, Música serve pra isso.

Na carreira-solo, Mauricio Pereira lançou seu primeiro disco em 1995 (Na tradição), depois de ganhar muita experiência como cantor da banda criada para o programa Fanzine, da TV Cultura, apresentado por Marcelo Rubens Paiva. A banda criou identidade própria fora do programa. Mauricio assina a maior parte das canções deste álbum.

Em 1998, seu segundo trabalho – Mergulhar na surpresa – apresenta boa parte do repertório assinado pelo artista.

Em 2003, Mauricio reúne músicas pra lá de conhecidas do público no CD Canções que um dia você já assobiou. Este trabalho foi lançado com a banda Turbilhão de Ritmos. Em 2007, é a vez do álbum autoral Pra Marte.


Neste carnaval de 2010, Mauricio resolveu levar pro estúdio um trabalho que já vinha apresentando no palco há 10 anos: as marchinhas carnavalescas.

Carnaval Turbilhão reúne mais uma vez Mauricio Pereira e a banda Turbilhão de Ritmos. O grupo é formado por Carneiro Sândalo na bateria, surdo, pratos e bongô, Reinaldo Chulapa no baixo, Luiz Waack na guitarra baiana, Tonho Penhasco na guitarra, Amílcar Rodrigues no trompete e flugelhorn, e Daniel Szafran nos teclados.

Divirtam-se com o Carnaval do Mauricio Pereira e Turbilhão de Ritmos!



01. Mauricio Pereira comenta a gravação do disco



02. O repertório de Carnaval Turbilhão



03. O que une "Touradas de Madrid" e "As pastorinhas", ambas de Braguinha?



04. Nós, os carecas...



05. Haroldo Lobo e suas marchinhas com nomes de...



06. A conturbada parceria de Zé Keti e Hildebrando Pereira Matos em "Máscara negra"



07. "Chiquita bacana"



08. As tradicionais introduções dos carnavais brasileiros



09. "Saca-rolha", de Zé da Zilda

 

Versões de Belô Velloso

13/01/2010 | 14H35 | Lia Machado Alvim em Coluna da Lia



A cantora Belô Velloso lançou em 2009 seu sétimo disco, Versão brasileira.

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Artista: Belô Velloso
Álbum: Versão brasileira (EP)
Produção musical: Luciano Calazans
Gravadora: BMGV Music

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O primeiro foi em 1996. Belô lançava ali Canção sem seu nome, tornando-se a primeira intérprete das composições de Adriana Calcanhotto. Além das participações de seus tios – Caetano Veloso e Maria Bethânia –, Belô foi audaciosa ao resgatar uma música que fez sucesso na voz de Gal Costa: “Mamãe coragem”, de Caetano e Torquato Neto. Com esse trabalho, a cantora conquistou o Prêmio Sharp e o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).

Seu segundo CD foi Um segundo, que traz, como o álbum de estreia, canções do universo pop que andavam fora do ar (“As curvas da estrada de Santos”, de Roberto e Erasmo Carlos e, “A vida tem dessas coisas”, de Bernardo Vilhena e Ritchie).

Em 1999, a cantora lançou o Marés; em 2000, Belovelloso@cústico, seguido por Pegue ou largue, de 2003, e Belo, samba! em 2006 – completando 10 anos de carreira.

A cantora comentou as seis faixas do EP Versão brasileira e explicou o lançamento realizado apenas pela internet.
 
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01. Belô Velloso acompanha a tendência de lançamentos de cds pela web e “Versão brasileira” chega primeiro no mercado digital e depois nas prateleiras de lojas.



02. Compras de músicas pela internet.



03. A cantora e compositora  fala da criação do repertório de Versão brasileira.




04. Belô comenta a composição de Marcelo Quintanilha.




05. A levada mais cool de "Versão brasileira", uma canção praieira.




06. O samba  tradicional... um samba exaltação.




07. O coração mangueirense da baiana Belô Velloso.




08. Faixa-título, "Versão brasileira".

 

Marcos Valle e Celso Fonseca

18/12/2009 | 10H16 | Lia Machado Alvim em Coluna da Lia


Celso Fonseca (esq.) e Marcos Valle em foto que estampa a capa do primeiro disco conjunto, Página central. Divulgação


Depois de apresentar o trabalho de João Bosco – Não vou pro céu, mas já não vivo no chão, comentado pelo próprio artista especialmente para o nosso site, agora tenho o prazer de mostrar o CD Página central, de Marcos Valle e Celso Fonseca, também com comentários dos dois artistas.

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Artista: Marcos Valle e Celso Fonseca
Álbum: Página central
Produção: Marcos Valle e Celso Fonseca
Gravadora: Biscoito Fino


Marcos Valle é carioca e seu conhecimento musical começou com aulas de piano clássico. Algum tempo depois, passou a tocar também violão.

Da primeira geração que consumiu a bossa nova, Marcos Valle pertence ao grande grupo de músicos e compositores que são uma forte referência  na música popular, como Edu Lobo, Carlos Lyra, Dori Caymmi, Chico Buarque, Milton Nascimento e Wagner Tiso.

Com seu irmão, Paulo Sérgio Valle, Marcos assina boa parte de seu repertório.

Sua carreira começou nos anos 1960, criando bossa nova e canções mais engajadas na cena política brasileira como "Terra de ninguém" e "Viola enluarada"; na década de 1970, sua produção esteve ligada às trilhas para a TV, principalmente de novelas, criando nesta fase várias músicas que se tornaram sucesso, como “Com mais de trinta" e "Mustang cor de sangue". Nos anos 1980, Marcos Valle teve a fase mais pop de sua carreira: “Estrelar” faz parte deste período; na década seguinte, Marcos ganhou uma nova leva de fãs europeus: sua música passou a ser usada pelos DJs nas boates de Londres e ganhou as pistas de dança dos arredores europeus.

Marcos Valle transita muito bem tanto na canção como na praia da música instrumental. Sua discografia passa dos vinte álbuns entre LPs e CDs.

Celso Fonseca, também nasceu no Rio de Janeiro e sua carreira profissional começou como guitarrista acompanhando artistas como Gal Costa, Gilberto Gil, João Bosco, Milton Nascimento e Djavan.

Seu lado compositor veio depois ainda de se tornar produtor de alguns dos interessantes e bem acabados discos de Gil, Gal, Daúde, Virginia Rodrigues e Vinicius Cantuária.

O guitarrista e violonista assina uma série de parcerias com Ronaldo Bastos – com quem gravou três álbuns com o repertório da dupla.

Sua estreia em disco foi  em 1986 – com o LP Minha cara. Seu trabalho-solo mais recente é o álbum Feriado, lançado primeiramente na Europa em 2004 e no Brasil em  2007.

Marcos Valle e Celso Fonseca contam como começou esta nova parceria...

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01. Marcos Valle fala da produção do álbum Página central e da primeira música composta para o trabalho, que acabou intitulando o disco.




02. Sobre a primeira produção conjunta de Marcos Valle e Celso Fonseca...(música:Três da tarde)




03. Celso Fonseca conta como foi o período de composição do repertório e, especialmente, de “Encantadas”




04. Composições instrumentais, banda e orquestra




05. Celso Fonseca comenta a canção “Azul cristal”




06. A participação do grupo Azimuth em “Faz de conta”




07.
“Ela é aquela” em três vozes




08. Homenagem ao músico e compositor Durval Ferreira




09. “Curvas do tempo”, uma canção foge à sonoridade do novo disco




 

As canções e o cinema de Francis

18/11/2009 | 14H32 | Lia Machado Alvim em Coluna da Lia


Sambas e sinfonias. O múltiplo Francis Hime no estúdio da Rádio Cultura Brasil. Cleones Ribeiro


Na terça-feira, dia 17 de novembro, Francis Hime esteve aqui na Rádio para falar de seu novo disco – o álbum duplo O tempo das palavras... - Imagens.

No primeiro disco, dedicado à canções, Francis Hime lança 12 músicas, quase todas inéditas. Francis compôs com parceiros assíduos, como Geraldo Carneiro e Olívia Hime, e inaugurou novas amizades musicais, como sua parceria com Paulinho Moska.

Entusiasmado com o lançamento, Francis comemora seus 70 anos de idade. O músico buscou as partituras dos temas que criou para o cinema e transportou 25 arranjos criados originalmente para orquestra para o seu piano.

Sobre o álbum duplo, Francis foi entrevistado por Vilmar Bittencourt, do Todamúsica. Mas foi sobre o CD Imagem, a parte instrumental do lançamento, que gravei uma conversa com ele para o Todos os sons. O programa vai ao ar no dia 28 deste mês.

Francis contou como foi relembrar as cenas dos filmes e os sentimentos dos personagens de Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto, de 1976, e do mesmo diretor, A estrela sobe, do ano anterior; o maestro também foi buscar as lembranças da comedia O homem que comprou o mundo, de Eduardo Coutinho, feito em 1969, antes de embarcar para a California para um curso sobre trilhas de cinema.

Confira a seguir um trecho da entrevista de Francis Hime.
 

Francis Hime

Manhã de domingo com Hermeto Pascoal

26/10/2009 | 18H15 | Lia Machado Alvim em Coluna da Lia


Hermeto Pascoal e Lia Machado Alvim num domingo de sol cheio de histórias. Crédito: acervo pessoal


Quem disse que trabalhar no domingo pela manhã não pode ser prazeroso?

Passei dez dias tentando uma entrevista com Hermeto Pascoal. Já havia feito uma rapidamente por telefone. Poderia acontecer nesse fim de semana (24 e 25/out) em que ele esteve em São Paulo para uma apresentação no Auditório Ibirapuera com o bandolinista Hamilton de Holanda.

Na noite de sábado recebi a confirmação de que ele me receberia no domingo de manhã no hotel em que estava hospedado.

Tratei de me preparar para a entrevista. Acordei às cinco horas de domingo para criar a pauta.

Resolvi publicar parte da conversa com o “lindo bruxo de barba branca” antes mesmo de editá-la para o programa Todos os Sons. Ele não fala nada sobre música sem falar sobre a vida; ele não fala nada sobre a vida sem mencionar a música. Não existe essa dissociação para esse mago do som universal.

Saí de lá com a alma tão leve que não passei uma parte do meu precioso domingo trabalhando e, sim, envolvida na aura desse homem que aborda o mundo com outro olhar e com outras medidas, mas que não perde por isso os pés do chão e de nossos problemas cotidianos.

Hermeto fala da importância do sentir antes do aprender...



... sobre deixar o espírito preparado para as mudanças...



... a crença em si mesmo...